O PROBLEMA DA EVOLUÇÃO DA FILOSOFIA

Me desculpem àqueles que pensam que a Filosofia deve ficar apenas no campo da contemplação dos fenômenos. Discordo! Sou extremamente à favor de uma visão que pensa a Filosofia como ciência humana e não divina! Quem sabe, essa proposta se deve ao estudo até então desenvolvido sobre a Filofia Antiga. Culpa deles, responsabilidade minha!
Discutir a ordem evolutiva individual e o conhecimento na Filosofia antiga é apontar para a ordem cosmológica como base para os pressupostos filosóficos. Nessa tentativa, levanto duas questões sobre o problema da evolução na Filosofia Antiga:

1. Como explicar as contínuas variações dos seres?

2. Existe algum elemento que permaneça estável diante de todas as mudanças?

Antes de mais nada, a segunda questão faz com que filósofos como Heráclito imprimam a orientação de seus estudos.
Heráclito, esse filosofo pré-socrático contribui fundamentalmente perante a ideia de evolução que temos. Em suas passagens sábias, definia ele que “nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio, porque mudamos em face que também, de outro lado, o rio muda”. O movimento físico é permanente e perceptível. Nascemos, crescemos e morremos. Qual é a ordem lógica que está por trás desse movimento? Será uma razão universal? Naturalmente, se assim o for, à esta razão, se produzirá a consciência que de a grande responsável por todo esse movimento é um intelecto capaz de movimento, um intelecto poéticos, àquele que é criador.
Incidentemente, tem brotado desse movimento de pensamento a ruptura e a crítica entre o empirismo (conhecimento pela experiência) e o racionalismo (conhecimento pela razão). Então, uma nova pergunta: de que forma o homem pode conhecer?
Alguns filósofos antigos como Aristóteles são chamados de fisiológicos ou naturalistas pois admitem que a experiência é a base do conhecimento humano. De outro lado temos como os pitagóricos e o eleatas que partem de princípios mais abstratos, ideias mais ou menos idealistas que sustentam o principio da existência racional.
Assim é que na Teodicéia, todos com excessão de Demócrito, admitem uma razão universal, ou seja, um ser Supremo e Eterno – que a seguir identificam como imaterial e de transcendência divina.
No entanto, desde os primórdios do pensamento filosófico já se percebe a contradição efetiva entre correntes que dá à Filosofia o caráter de pensamento Crítico. Algumas ciências se construíram efetivamente sobre verdades reveladas, inclusive algumas teologizadas pelo poder político.
Desfrutamos então de uma filosofia que não se basta a si mesmo, que se constrói a partir da dúvida. Então, se em algumas ciências é considerado o acúmulo de informações como base para o ditado da evolução científica, em Filosofia, a evolução é um processo em que se pode, mais que isso, se deve levar à fundo todas as questões.

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